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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE – Dezembro de 2018
Core Content
O Boletim Macro IBRE de dezembro de 2018 analisa o desempenho econômico e as perspectivas para o ano seguinte, destacando os desafios deixados pelo governo Temer e as expectativas para o novo governo. A análise abrange sete seções principais: atividade econômica, expectativas de empresários e consumidores, mercado de trabalho, inflação, política monetária, política fiscal e o setor externo.
Main Points
1. Atividade Econômica
- O PIB cresceu 0,4% no quarto trimestre de 2018, levando a uma expansão anual de 1,3%, abaixo da previsão inicial.
- O consumo das famílias foi o maior destaque do ano, com expectativa de crescimento de 1,9% em 2018.
- A indústria cresceu 0,7% no trimestre, abaixo da média de mercado, enquanto o comércio varejista ampliado cresceu 6,3%.
- Para 2019, o crescimento do PIB é projetado em 2,4%, com a implementação de reformas fiscais e a redução da guerra comercial como fatores-chave.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Os indicadores de confiança voltaram a subir, com o Índice de Confiança Empresarial (ICE) e o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) retornando aos níveis de 2014.
- O otimismo é mais forte nas expectativas do que na situação atual, com desafios para transformar essas expectativas em ações reais.
- Os consumidores mostram expectativa positiva sobre a recuperação do mercado de trabalho, com uma diferença de 28,8 pontos entre os que esperam mais e menos dificuldades.
3. Mercado de Trabalho
- A taxa de desemprego caiu para 11,7% no trimestre terminado em outubro, em linha com as projeções do IBRE.
- O CAGED registrou um saldo positivo de 58.664 vagas em novembro, acima da previsão.
- Para 2019, a taxa de desemprego deve cair lentamente, e o mercado formal pode ter uma melhora, com o crescimento do PIB estimado em 2,4%.
4. Inflação
- A inflação fechou o ano em torno de 3,7%, abaixo da meta de 4,5%, surpreendendo os analistas.
- A desvalorização cambial e a pressão sobre preços administrados foram os principais fatores, mas a boa safra agrícola e a demanda fraca contribuíram para a estabilidade.
- Para 2019, a inflação é prevista em 4,1%, ligeiramente abaixo da meta de 4,25%, com expectativa de manutenção da taxa Selic em 6,50% a.a.
5. Política Monetária
- O Copom de dezembro reforçou a hipótese de manutenção da taxa Selic, após a remoção da advertência sobre o risco de inflação.
- As projeções oficiais de inflação para 2019 foram revisadas para valores abaixo da meta, permitindo o BC manter a taxa de juros estável.
- A manutenção da Selic depende da implementação eficiente das reformas estruturais e da redução do risco país.
6. Política Fiscal
- O resultado primário do setor público consolidado fechou o ano com déficit de 0,91% do PIB, acima da meta da LDO.
- O déficit primário está em 19,5% do PIB, acima dos níveis de 2000, e o ajuste fiscal estrutural ainda não ocorreu.
- Para 2019, o déficit primário deve se situar próximo da meta, mas com aceleração da dívida pública, exigindo ajustes nas despesas.
7. Setor Externo
- O déficit em conta corrente de 2018 foi revisado para US$ 15bi (0,7% do PIB), e para 2019, para US$ 33bi (1,5% do PIB).
- O cenário internacional é volátil, com risco de guerra comercial e desaceleração nas economias desenvolvidas.
- A expectativa é de que o Brasil aproveite o ambiente mais favorável devido à possibilidade de juros norte-americanos não superarem a taxa neutra.
Key Information
- Governo Temer teve baixa popularidade, mas conseguiu aprovar reformas importantes como a reforma trabalhista e a Emenda Constitucional 95.
- Desafios para o novo governo incluem a implementação de reformas fiscais, a redução da dívida pública e a estabilização do crescimento do PIB.
- Cenário de inflação para 2019 é mais benigno, com previsão de 4,1%, e o Banco Central pode manter a Selic estável.
- Mercado formal tem potencial de recuperação em 2019, com expectativa de crescimento do PIB de 2,4%.
- Desafios internacionais persistem com a volatilidade cambial, desaceleração global e risco de conflitos comerciais.
- Dívida pública continua em crescimento, e a regra do teto exige ajustes estruturais para manter a sustentabilidade.
Conclusão
O ano de 2018 foi marcado por uma recuperação econômica fraca, com desafios estruturais e um cenário internacional desafiador. O novo governo enfrenta a tarefa de implementar reformas necessárias para equilibrar as contas públicas e impulsionar a recuperação da economia. A confiança dos agentes econômicos está em alta, mas a sustentabilidade do crescimento depende da eficácia das políticas públicas e da estabilidade macroeconômica.
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