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报告摘要
Resumo das Orientações EBA/GL/2018/04 sobre Testes de Esforço das Instituições
1. Obrigações de Cumprimento e Comunicações
- Natureza das Orientações: As orientações foram emitidas no âmbito do artigo 16.º do Regulamento (UE) n.º 1093/2010. As autoridades competentes e as instituições financeiras devem dar cumprimento a elas, incorporando-as nas suas práticas de supervisão.
- Notificações: As autoridades competentes devem notificar a EBA se estão a dar cumprimento às orientações ou não, até uma data específica. Caso contrário, a EBA considerará que não estão a cumprir as orientações. A notificação deve ser feita via formulário disponível no site da EBA.
- Publicação: As notificações são publicadas no site da EBA, conforme previsto no artigo 16.9, n.º 3.
2. Objeto, Âmbito de Aplicação e Definições
2.1 Objetivo e Âmbito de Aplicação
- As orientações estabelecem requisitos, metodologias e processos para a realização de testes de esforço, com foco na gestão de risco e na adequação do capital.
- Aplicam-se a instituições que participam em exercícios de testes de esforço, conforme o perímetro e nível de aplicação previstos na Diretiva 2013/36/UE.
2.2 Definições
- Teste de Esforço de Solvência: Avaliação do impacto de cenários de risco na posição de capital da instituição.
- Teste de Esforço de Liquidez: Avaliação do impacto de cenários de risco na posição de liquidez da instituição.
- Teste de Esforço com Abordagem Bottom-Up: Baseado nos modelos internos, pressupostos da instituição e dados detalhados, com análise pormenorizada de impactos.
- Teste de Esforço com Abordagem Top-Down: Realizado pelas autoridades, com cenários gerais e uso de dados agregados, permitindo uma avaliação comparativa.
- Pressuposto de Balanço Estático: Impõe que o balanço e o modelo de negócio sejam considerados constantes durante o período de projeção.
- Pressuposto de Balanço Dinâmico: Permite que o balanço e o modelo de negócio evoluam, refletindo respostas da gestão.
- Teste de Esforço ao Nível da Carteira: Avalia impactos de choques em uma ou várias carteiras.
- Análise de Sensibilidade: Mede impactos de fatores de risco individuais ou múltiplos.
- Análise de Cenário: Avalia a resiliência da instituição ou carteira a cenários que incluem múltiplos fatores de risco.
- Reverse Stress Test: Começa com um resultado pretendido e explora cenários que podem levar a esse resultado.
- Efeitos de Segunda Ordem ou Feedback: Impactos resultantes das respostas da instituição a um choque externo.
- Severidade do Cenário: Grau de impacto dos cenários de teste de esforço.
- Plausibilidade do Cenário: Grau de realismo do cenário com base em dados históricos e narrativas coerentes.
- Cenário «Âncora»: Cenário normalmente concebido pelas autoridades para definir a severidade de um teste de esforço.
- Agregação de Dados sobre Riscos: Processo de definição, coleta e tratamento de dados para avaliação do desempenho da instituição.
- Infraestrutura de Dados: Estruturas e sistemas informáticos necessários para suportar a agregação de dados de risco.
3. Aplicação
- Data de Aplicação: As orientações entram em vigor a partir de 1 de janeiro de 2019.
- Revogação: As orientações GL32 do CAESB são revogadas com efeitos a partir da data de publicação em todas as línguas oficiais da UE.
4. Testes de Esforço das Instituições
4.1 Programa de Testes de Esforço
- As instituições devem dispor de um programa de testes de esforço que inclua:
- Temas e objetivos dos testes;
- Frequência dos diferentes tipos de testes;
- Mecanismos de governação interna;
- Infraestrutura de dados relevante;
- Detalhes metodológicos e interações entre solvência e liquidez;
- Leque de pressupostos e medidas corretivas.
- As instituições-mãe devem desenvolver programas de testes de esforço de grupo, aprovados pela direção de topo.
- O programa deve ser revisado regularmente, de forma quantitativa e qualitativa, e atualizado conforme necessário.
- Deve incluir testes de esforço de solvência e liquidez, bem como reverse stress tests.
- A documentação do programa deve abranger:
- Abordagem dos testes;
- Interligações entre solvência e liquidez;
- Processos de avaliação e utilização dos resultados;
- Aplicações informáticas relevantes.
4.2 Aspetos Relativos à Governação dos Testes de Esforço
- O orgão de administração deve aprovar e supervisionar o programa de testes de esforço.
- Deve compreender o impacto dos eventos de stress no perfil de risco global da instituição.
- Deve desafiar os pressupostos de modelização, cenários e decisões de gestão.
- O programa deve ser executado de acordo com políticas e procedimentos internos, com responsabilidades claras e recursos suficientes.
- Deve ser documentado e atualizado regularmente.
- Deve ser comunicado a todas as linhas de negócio e de gestão.
- Deve integrar-se no modelo de gestão de risco da instituição, incluindo o ICAAP e o ILAAP.
4.3 Infraestrutura de Dados
- A infraestrutura de dados deve suportar os testes de esforço.
- As instituições devem considerar os princípios de agregação de dados do Comité de Basileia de Supervisão Bancária.
- Devem garantir que a infraestrutura de dados é capaz de captar as necessidades de dados e permita a realização contínua de testes de esforço.
- Deve permitir flexibilidade, qualidade e controlo adequados.
- Deve ser proporcional à dimensão, complexidade e perfil de risco da instituição.
- Recursos humanos, financeiros e materiais devem ser dedicados à infraestrutura de dados.
- Devem considerar a infraestrutura de dados como parte integrante da infraestrutura global de TI, incluindo planeamento de continuidade e identificação de investimentos a longo prazo.
4.4 Ambito e Cobertura dos Testes de Esforço
4.4.1 Requisitos Gerais
- Os testes de esforço devem considerar todos os riscos significativos, incluindo os patrimoniais e extrapatrimoniais.
- O alcance pode variar desde análises de sensibilidade de carteiras individuais até cenários que abrangem toda a instituição.
- Devem considerar as alterações entre riscos e fatores de risco, tanto no nível individual quanto no grupo.
- Devem incluir análise de caso a caso sobre o comportamento de determinados fatores de risco em cenários específicos.
4.4.2 Testes de Esforço ao Nível da Carteira e do Risco Individual
- Devem ser realizados com base nos modelos internos e dados da própria instituição.
- Devem considerar cenários macro e microeconômicos, bem como choques específicos.
- Devem incluir análise detalhada de impactos, incluindo concentrações de exposição e riscos de contágio.
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